Ação da Polícia Civil em Francisco Morato
No dia 14 de maio de 2026, a Polícia Civil de São Paulo lançou a “Operação Eldorado” com o objetivo de desmantelar uma quadrilha conhecida como ‘gangue da correntinha’, que estava envolvida em roubos violentos de joias na capital. A operação não se restringiu apenas ao centro de São Paulo, mas também atingiu áreas em Francisco Morato, onde mandados de busca e apreensão foram executados.
Durante essa ação, os policiais cumpriram um total de 35 mandados e realizaram a prisão de 16 suspeitos, resultando em uma operação coordenada que abrangeu diversos locais, incluindo áreas na Zona Leste da capital, Santo André e Carapicuíba.
O que é a gangue da correntinha?
A ‘gangue da correntinha’ é um grupo criminoso especializado no roubo de joias, focando em pedestres em áreas movimentadas. Sua atuação se destaca principalmente em locais como a famosa Rua 25 de Março e a Ladeira Porto Geral, onde as vítimas geralmente estão desprotegidas e vulneráveis a ataques rápidos e eficazes.

Como a polícia atuou na operação
A operação foi fruto de investigações em andamento desde janeiro, lideradas pela 1ª Cerco (Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas). As investigações revelaram uma estrutura hierárquica dentro da gangue, com funções específicas designadas a cada membro, que incluíam os chamados “olheiros” para identificar vítimas e “puxadores” que realizavam os roubos. Outros integrantes, conhecidos como “paredes”, eram responsáveis por bloquear as saídas, dificultando a fuga das vítimas e confundindo possíveis testemunhas.
Resultados da operação polícia em Morato
Os resultados da operation são significativos na luta contra o crime organizado na região. Com as prisões e apreensões feitas, a polícia conseguiu coletar evidências, incluindo correntes de ouro e celulares, que estão ajudando a amarrar os suspeitos a pelo menos dez grandes roubos ocorridos apenas neste ano. Além disso, cinco receptadores de ouro implicados na lavagem dos produtos roubados também foram detidos.
Perfil dos criminosos capturados
Os indivíduos capturados na operação apresentavam perfis variados, incluindo alguns com histórico criminal e outros que eram considerados iniciantes no crime. O delegado responsável pela ação, Ronald Quene Justiniano, destacou a rápida eficiência do grupo, que apresentava um modus operandi bem estruturado e ousado.
Estratégias utilizadas pela quadrilha
A gangue adotava táticas bem definidas para realizar os assaltos. Os “olheiros” monitoravam as vítimas em potencial, enquanto os “puxadores” realizavam o roubo. Esse planejamento permitia que os criminosos agissem rapidamente, levando as vítimas a perderem chances de reação.
Após os roubos, as joias eram imediatamente entregues a receptadores no centro de São Paulo, principalmente na região da Sé, onde o ouro era derretido para eliminar qualquer vestígio de sua origem ilícita. A polícia trabalha agora para descobrir se há outros indivíduos na região envolvidos nesses atos.
Impacto na segurança pública local
A desarticulação dessa gangue é um passo importante para melhorar a segurança na região metropolitana de São Paulo. As ações da Polícia Civil demonstram um compromisso em enfrentar o crime organizado, oferecendo suporte à comunidade e encorajando vítimas a registrarem ocorrências para que mais crimes sejam elucidados.
Depoimentos de vítimas dos roubos
As vítimas frequentemente relatam momentos de tensão e medo durante os ataques. Algumas não se sentem confortáveis em registrar boletins de ocorrência, o que complica ainda mais o trabalho policial na identificação de todos os crimes praticados.
Próximos passos da investigação
Após a conclusão dessa fase da operação, a polícia continuará a investigação para descobrir a extensão das atividades criminosas, buscando identificar outros envolvidos na quadrilha e fortalecendo os vínculos com outros órgãos de segurança.
Iniciativas contra o roubo de joias
As autoridades locais pretendem implementar novas iniciativas voltadas para a prevenção de roubos, como campanhas de conscientização e parcerias com órgãos de segurança para aumentar a vigilância nas áreas mais afetadas por esses crimes.


